Filme 6 | Clube dos Cinco

Ficha Técnica:
Clube dos Cinco (The Breakfast Club)
Ano: 1985
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Elenco: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Judd Nelson, Molly Ringwald, Ally Sheedy e outros.

clube-dos-cinco

Escolhido por: Mau.
Discussão com início em 12 de dezembro de 2011

Daniel:
Bom, acabo de rever Clube dos Cinco e começarei a discussão. Pra começar, já tinha gostado quando assisti pela primeira vez, mas ao rever gostei muito mais! Isso sim é um excelente filme adolescente no melhor estilo Curtindo a Vida Adoidado (por que será, né? rs).

Banzai:
O filme reflete bem as paranóias e complexos adolescentes, coisas pequenas que se tornam gigantescas. Incompreensão dos pais (quando na maioria das vezes, a incompreensão é dos filhos mesmo…), assuntos que correm pelos corredores e aterrorizam quando vem a tona, como quando Bender cita sobre o encontro de Claire com um suposto affair dentro de um carro a noite. Não há como não se lembrar dos fatos de nossa própria adolescência.

Daniel:
Concordo, isso é muito coisa de adolescente mesmo. A reputação, a aparência física, as fofocas, quem é o galinha, quem é o virgem, quem é a puritana e quem é a vadia. São os primórdios do bullying.
Quanto aos pais vs. filhos, colocando bem rápido minha opinião aqui sem desenvolver nada: no caso do filme, acho que os pais estão muuuito errados, e os cinco não têm culpa de nada hahaha

Cássia:
Para mim, uma das coisas mais bacanas dos filmes do John Hughes é mostrar que os “problemas adolescentes” não são tão pequeninos quanto a gente imagina… Ou esquece, porque fomos adolescentes também. Eles são sim grandes, atrapalham, angustiam e têm um peso incrível quando a gente cresce. No filme, todos eles realmente eram incompreendidos pelos pais, como vocês bem comentaram nas cenas do começo do filme. Ou são pressionados, ou são menosprezados, ou são deixados de lado. Eles tentam, muito!, perceber o lado dos pais, mas como se estes não estão nem aí? O que sempre dizem dos adolescentes, que eles não estão nem aí para os pais, na verdade, é um desejo imenso de ser amado, aceito e compreendido. Os cinco querem só isso: serem compreendidos pelos pais. Quando o Brian chora, sério, eu me abri de chorar! No começo, quando a Allison sai do carro, vai dar tchau para o pai ou a mãe e o carro vai embora, aquilo me deu até um aperto. Quando o Bender mostra o braço queimado, deu até angústia. E o Andrew desejando que o joelho dele estourasse para ninguém mais cobrá-lo em ser “o melhor!”. Nada disso é pequeno na vida de alguém.

FILME

Daniel:
A única cena no filme inteiro que eu não gostei foi quando, após fumar a maconha, Andrew saiu doidaço e quebrou o vidro com um grito (?!). Totalmente exagerada e desnecessária.

Banzai:
É, tem que ter um momento “vergonha alheia” do diretor/roteirista, fico imaginando como estava no roteiro: Andrew entra dançando e com um grito quebra o vidro…

Daniel:
O ponto alto pra mim é quando todos estão sentados no chão conversando, com destaque para Andrew, que explica o porquê de estar lá enquanto a câmera gira lentamente, como se estivesse nos mostrando um outro lado de sua personalidade.
É nessa sequência que a complexidade de Brian fica mais evidente, e também é quando Bender faz a melhor coisa no filme inteiro: critica o “talento” de Claire. Quando vi pela primeira vez, não pude acreditar que a estavam aplaudindo por algo tão fútil, e fiquei muito feliz ao descobrir que Bender foi cruel com ela pra ajudá-la a evoluir.

Carlos:
Creio que esse momento seja o segundo ponto de virada do roteiro. Ou plot point para homenagear o Pablo. É o trecho que abre o terceiro ato. No início do filme, os personagens além de não serem íntimos, fazem questão absoluta de não mostrarem qualquer simpatia ou empatia entre si. Durante o segundo ato inteiro há  momentos de conflito e aproximação entre os “detentos”. Até o momento em que eles se reúnem e começam a compartilhar suas próprias experiências, enxergando nos outros um pouco de si mesmos.
A jornada de cada um ali está em aceitar outro e, assim, aceitar a si mesmo.
E a câmera mostra essa inversão na postura de maneira literal. Ela gira de um lado a outro da “rodinha” montada pelos personagens. Pode ser viagem minha, mas essa metáfora visual vem bem ao caso, não?

Daniel:
Só fico chateado de não ter ficado tão evidente se todos eles continuarão a ser amigos ou não depois de todo o debate. Apesar de eu torcer pelo final feliz e muita coisa indicar que sim, não pude deixar de concordar em parte com o discurso pessimista de Claire, que parece ter poluído um pouco a amizade que vinha sendo construída.

Banzai:
Acha mesmo que continuaram amigos? Fiquei com a sensação de que a Claire foi mais realista do que pessimista…

Daniel:
Realmente, foi realista. Mas por ser realista, a considero pessimista hahaha. Sinceramente, a sensação de que eles continuariam amigos foi perdida depois da cena em questão, mas ao final temos a formação de 2 casais entre 5 pessoas. E o único que terminou “sozinho” foi um dos que disse que nunca faria o que a Claire faria, o que foi dito também pela Allison. Se Brian seria amigo de Allison e esta estivesse ficando com Andrew, já teríamos 3. Bender também não parece ser do tipo que ignoraria os novos amigos, e estando com a Claire, o grupo estaria completo =] (é muito otimismo meu?)

Banzai:
Faz mais sentido com sua explicação, mas o Bender parece ter um grupo de gente que nem ele que não aceitaria mto bem as novas amizades… Mas vc conseguiu me deixar na dúvida! droga… kkk

Cássia:
Também achei a Claire realista, mas também quis que todos ficassem amigos. Mas com tantos ali se preocupando com os outros “amigos” e a pressão do grupo, só tendo a parte 2 do filme para a gente saber a resposta. Mas como sou da turma otimista, já imaginei todos juntos na segunda-feira.

Carlos:
Estou no time dos otimistas quanto a isso. Para mim eles passaram a ser amigos, até porque passaram a ter empatia entre si. Pode ser um tipo diferente de amizade, mas não é menos amizade.

PERSONAGENS

Daniel:
Personagens complexos que discutem de forma profunda a respeito de amizade, família e adolescência, assuntos pertinentes a qualquer ser humano, e tudo apresentado de maneira tão despretensiosa.
A cena inicial, que mostra os cinco chegando à escola, já diz muito sobre cada um: a “patricinha” Claire, que acha que não merecia estar ali; Brian, já sendo pressionado pela mãe para aproveitar o tempo na escola e estudar (pressão? Imagina, o Brian não entende o que é pressão =P); Andrew, com seu pai já dando sermão sobre a carreira de atleta; Bender, chegando na escola a pé, sozinho, quase sendo atropelado e não dando a mínima, é claro; e Allison, totalmente ignorada pelos pais, como ela mesma fala mais pro final do filme.
E Allison passa por trás da escultura (ou sei lá o que é aquilo) ao chegar na biblioteca e se senta lá no fundo, passando grande parte do começo do filme excluída lá.
Bender é o mais fascinante de todos, o líder do grupo que ajuda os outros a evoluir. Ele é o troll dos anos 80, quando ainda não tinha internet. Sempre tem resposta pra tudo, e mesmo quando alguém parece acertar o motivo de tanta rebeldia, ele se esforça ao máximo pra não deixar transparecer. Sua vontade de contrariar é tão grande que, mesmo odiando ter “ganho” vários sábados na escola (o que ele demonstra soltando um “fuck” meio baixo), não deu o braço a torcer pro Vernon (o clone mais velho e acabado de Hugh Jackman).

Banzai:
Gosto do personagem, especialmente no momento em que ele é “finalizado” pelo Andrew e levanta rapidamente se fazendo de forte. Momento de maior trollagem… Crédito a fotografia desse momento. Que mostra ele se reerguendo gloriosamente frente ao golpe que recebeu…
Outro momento que Bender demonstra um pouco de humor é quando solta o parafuso da porta, todos estavam com medo, mas o desgraçado conseguiu fazer com que o medo virasse risada (inclusive nossas risadas, pois não há como não rir da cadeira voltando com tudo…)

Cássia:
Não o achei fascinante… talvez porque ele me incomodou demais. Achei que ele toma mais tempo do filme do que realmente deveria. Tampouco achei que ele ajuda os outros a evoluir: ele é um troll dos grandes, pura e simplesmente. Faz todo mundo se sentir mal, magoado, arrasado, porque é um cara quebrado por dentro com quem ninguém se importa. Para mim, a grande evolução do grupo acontece pela interação entre eles, por perceberem que não estão sozinhos. Não só, que os “renegados” só são renegados porque tem uma galera “que se acha” não é lá muita porcaria. Como o Brian bem disse na redação: todo mundo tem um pouquinho de cada, por mais que a gente queira dividir e achar que cada um segue um estereótipo.

Banzai:
O Bender pode não ser fascinante, mas que ele chama atenção ahhh ele chama… Kkkk

Cássia:
Ah, mas o Bender não é fascinante para mim. 😉 Talvez porque sempre odiei esses caras na escola, que querem ser “os caras” humilhando todo mundo. Aliás, até hoje, tenho pavor de gente assim, hehehe. Mas claro, ele chama a atenção mesmo e o ator segurou o papel muito bem!

Daniel:
Pra mim o Bender é o cara no filme. Na vida real, também sempre odiei e odeio até hoje os que se acham os fodões das escolas, mas pra esse filme com esses personagens especificamente, acho que funcionou perfeitamente. É só parar pra imaginar o que seria o sábado daqueles quatro caso Bender não estivesse lá. Ao invés de ser um dia que provavelmente mudou a vida deles, seria uma chatice pra todos. Ele desencadeou tudo.
O fato de ele criticar TUDO em todos faz com que os quatro parem pra pensar sobre ALGUNS dos casos em que o desgraçado realmente está certo em criticar!
E não consigo tirar da cabeça que ele na verdade é o que mais se apegou aos outros lá, só não consegui entender ainda o porquê desse meu pensamento hahahaha.
Sem contar que o filme não o coloca simplesmente como um troll que faz tudo sem motivos. A gente fica sabendo pelo menos um pouco da vida dura dele, diferente de muita gente na vida real que é bacaca por simplesmente ser mesmo.

Mau:
… concordo com o que vocês disseram a respeito do Bender. Também achei que ele é o protagonista principal do filme. Mas acho que fui por um caminho diferente. Filho de pais abusivos, ele cria esta persona rebelde como uma forma de encarar a sua realidade. Mas ao mesmo tempo, ele busca com isso chamar a atenção, pois no fundo, isso é fruto de uma carência afetiva que faz com que toda hora ele procure um relacionamento com os outros, por mais diferentes que pareçam no início, e mesmo que seja através do confronto direto.
É ele quem verbaliza constantemente os sentimentos dele e dos outros quando estes não tem a coragem para tal. Mesmo quando, num acesso de fúria, ele se isola dos outros, vemos que este isolamento não dura muito, pois logo ele já conseguiu reunir todos novamente para escaparem da biblioteca.
O fato dele criticar tudo em todos acaba sendo a maior força dele. Através do confronto ele acaba se transformando no catalisador da amizade que se forma entre os cinco. E conseguimos ver claramente isto ocorrendo ao longo do filme.
No início, todos se sentam isolados um do outro. Apenas o Andy se senta próximo da Claire, pois seus nichos sociais são mais próximos, mas mesmo assim não se cumprimentam. Todo o relacionamento vai sendo construído ao longo do filme, mas é só com o bom e velho rock’n roll que caem as últimas barreiras sociais entre eles, e a partir daí eles passam a se sentar mais próximos até que, já no final do filme, os vemos sentados lado a lado, com os ombros colados.

Daniel:
Acho que você conseguiu explicar o que eu senti mas não havia conseguido colocar em palavras. Foi mais ou menos por isso que eu fiquei com a impressão de que ele foi o que mais se “conectou” com os outros.

Cássia:
Eis a grande graça de participar de um clube: a gente muda de ideia, coisa que não aconteceria se assistisse ao filme e ficasse quietinho.
Tenho de aceitar, o Bender realmente manda no filme. Sem ele, nada aconteceria. Imaginei os outros quatro quietos, esperando o tempo passar, fazendo a tal redação e indo embora sem sequer olhar uns para os outros.
Ele é o cara que fala. Mesmo quando provoca, aquilo tem um motivo. Tem razão, ele é mesmo um carente, pedindo atenção. E acho que aquele pulo dele de alegria no final deixa isso mais claro, tipo “Tenho amigooooooooos”. Hehehe. Sem falar na Claire, claro.

Carlos:
Uma das coisas que mais me chamou atenção no filme foi exatamente esse posicionamento dos atores em cena, citado pelo o Maurício.
Pela limitação de cenário, o filme não é exatamente rico cinematograficamente. Parece mais uma peça de teatro filmada. Mas funciona assim mesmo, exatamente em razão desses “detalhes” que permitem a leitura do filme. Aliás, o tempo todo eu lembrava sobre “12 homens e uma sentença” cuja ação é confinada ao espaço da sala do júri. O Pablo o usou de exemplo no curso exatamente para destacar como o mise-en-scène dos atores era importante para a interpretação do filme.
Outro aspecto “teatral” que faz com que o filme funcione é a tipificação forte dos personagens. Quando eles entram em cena o espectador já tem uma imagem clara de quem é cada uma daquelas pessoas. Mesmo que seja um preconceito.

Mau:
… achei interessante que o nome do protagonista e do antagonista possuam duplo sentido. O “Criminoso” John Bender, onde “bender” pode ser alguém que dobra, e no caso constantemente, as regras. E o diretor Richard Vernon, cujo nome tem o diminutivo de Dick, que também é gíria para uma pessoa desprezível. Essa é, inclusive, a forma com que Bender se refere a ele com mais frequência ao longo do filme.
Tudo no filme (os carros, as roupas, a comida) é construído para refletir a personalidade (ou falta dela) e as diferenças dos cinco, já que muito do que eles são é devido à influência dos pais e dos grupos sociais em que estão inseridos. Desde pequenos detalhes como a placa do carro dos pais do “Cérebro” que tem a placa EMC2, até as roupas de ginástica do “Atleta” ou ao sushi do almoço da “Princesa” (Claire), passando pela leve expressão de incredulidade desta quando Bender diz não saber o nome dela, como se isso fosse de conhecimento geral da escola.

Daniel:
MOTHER OF GOD. Demais essa, nem tinha visto! Muito bacana terem incluído esse detalhe [da placa] no filme. Ah, e gostei muito da sua análise sobre os nomes também.

Cássia:
Maurício, muito bacana suas análises sobre os nomes. Isso jamais passaria pela minha cabeça! Também não notei a placa do carro, genial isso! Só tinha notado os figurinos e, no começo, as imagens mostrando um pouco da personalidade de cada um.

Carlos:
O mais interessante é que, apesar de serem completamente estereotipados, os personagens não chegam a ser caricaturas. Todos eles parecem sujeitos que você encontraria em qualquer escola (americana, vai). Até Bender é aquele típico valentão, com quem você não quer conversar muito.
Para não ficar perfeito, achei os adultos meio caricatos. Mesmo assim, há um pouco de humanidade no Diretor, como descobrimos quando ele conversa com o zelador.

Daniel:
Vernon, aliás, foge do vilão estereotipado. Apesar de claramente não saber lidar com os alunos, ele demonstra se importar de verdade com o futuro dos “rebeldes”. Nenhum personagem é superficial no filme. Até mesmo o faxineiro, que começa como alvo de humilhação deixa Bender sem resposta.
Acho muito interessante que, apesar de todas as diferenças que eles têm, todos pareçam se importar uns com os outros, o que fica claro quando ninguém entrega Bender pelo que ele fez com a porta ou quando um personagem demonstra interesse no drama de outro (destaque para quando Andrew insiste em saber da relação que Allison tem com os pais).

TRILHA SONORA

Daniel:
Gostei também da trilha sonora, principalmente nas cenas mais carregadas emocionalmente (geralmente protagonizadas por Bender), quando sons mais “fortes” são usados.

CONCLUSÃO

Carlos:
Não sei a vocês, mas o final do filme me incomodou muito. Passei o tempo todo pensando como a Allison era um exemplo  a ser seguido. Meio insegura, é verdade, mas com uma identidade absolutamente bem definida. Ao contrário dos outros personagens, ela não se definia por ser parte de um grupo particular, mas por ser alguém que tinha um personalidade peculiar e diferente do “bando”
Assim, no fim do filme, quando ela acabou se tornando uma patricinha, uma cópia da princesinha do baile, fiquei imensamente decepcionado. E quando, após a transformação, ela começou a namorar o atleta, eu me desanimei ainda mais.
Para fechar com chave de ouro, a princesinha ficou com o bandido. E o nerd ficou sozinho.
Assim, a mensagem do filme foi muito conformista. Se você for mulher, mantenha o sistema, siga a massa e tudo ficará certo. Se você for homem, seja valentão e fisicamente forte. Inteligência e individualidade devem ser ignoradas.
Pode parecer paranoia minha, mas essa espécie de mensagem é muito padrão e enfraqueceu o filme. Implodiu todo o trabalho anterior, onde se pregava a aceitação própria e o respeito às diferenças. Sei que não podemos julgar as obras pelas ideias que elas propagam, mas, no caso, a conclusão do filme foi contraditória com todo seu desenvolvimento.
Custava a maluquinha ter continuado maluquinha e namorado o nerd? Além do que, ela já era bonita daquele jeito mesmo.

Mau:
Não acho que o nerd ter ficado sozinho tenha sido uma mensagem de que a inteligência deve ser ignorada. No meu ponto de vista, ele era o mais novo dali, e sabemos que as garotas nessa fase da vida querem distância dos “pirralhos” : ) Por isso, vejo que foi uma escolha “normal” das meninas terem preterido o nerd em função dos outros.
Assim como também acho normal a Allison querer experimentar algo novo, afinal na adolescência ainda estamos nos descobrindo e definindo o que seremos no futuro, e essa é a época da experimentação. Talvez ela nunca houvesse tido contato com o mundo das “princesas”, ou talvez sempre quisesse ser desse jeito e fosse sempre excluída, e quando teve a oportunidade resolveu ver qual era.

DETALHES

Banzai:
A atriz que protagoniza a Claire deveria entrar no Guiness como “A menina que mais perdeu a virgindade em filmes” huahua pode ser um exagero meu, mas olhar pra ela me faz pensar nos dois filmes que isso acontece…

Daniel:
Não me joguem pedras, não conheço mesmo. A qual filme você se refere?

Banzai:
Sixteen Candles (Gatinhas e Gatões), recomendo…

Daniel:
Recomendação devidamente anotada 😉

Cássia:
Sobre a Molly Ringwald, a Claire, não sei se foi a recordista em “perda de virgindade” nos filmes, mas sem dúvida, foi a princesa dos filmes do Hughes. Até hoje, acho que penso em ficar ruiva por causa dela, hehehe.

Banzai:
Sempre gostei da Molly (Claire), esses dias, fui pesquisar sobre ela e li que se recusou a fazer papéis importantes, para título de curiosidade:

    Uma linda mulher
    Um amor inevitável

Conseguem imaginar ela no lugar da Julia Roberts?

Cássia:
Renato, além desses dois, parece que há mais filmes ótimos que ela se recusou a fazer. Agora, não adianta, será eternamente musa do John Hughes! E não dá mesmo para imaginá-la fazendo Uma linda mulher.

Cássia:
Não faz muito tempo, assisti à metade de um documentário sobre o John Hughes, “Don’t you forget about me“. Muuuuuito bom! Tentaram de tudo para falar com ele e não conseguiram. O filme foi finalizado pouco antes de sua morte. Sabe a cena em que o Bender cai do forro? Acharam que estava muito sem graça e o John Hughes pediu para ele contar uma piada idiota, porque ninguém ia saber o final mesmo… hehehe.

Banzai:
John Hughes conseguiu encapsular o mundo adolescente e colocar nos filmes que dirigiu…

Daniel:
Um último comentário que não pode faltar: assistam Community!!! hahaha
Como disse a Cássia, o filme é homenageado logo no piloto da série, e no 16º episódio da 1ª temporada, a ótima cena de dança em cima da mesa do Clube dos Cinco é recriada também, com a mesma música e tudo. Aliás, com certeza Clube dos Cinco não foi só homenageado na série, como muito provavelmente deve ter sido uma das inspirações da mesma. Claro, esses não são os únicos motivos, a série inteira é genial.

Cássia:
… como bem disse o Daniel, Community faz referência ao filme no piloto e no episódio 16, com a dança legal, mas é mesmo bem evidente que a inspiração-mor da série foi o filme. E isso só me fez amar ainda mais os dois!
Vocês falaram sobre a influência do Bender para as situações se desenrolarem e pensei no Jeff, em Community. O cara que tudo burla, que no começo não está nem aí, mas que depois se transforma naquele que une a turma.
Uma piada em comum que lembrei. Quando a Claire come o sushi e o Bender diz: “Você tem nojo de beijar na boca e come isso?”, lembra uma aula de antropologia, no começo da segunda temporada, quando dois personagens se beijam de língua (não falarei quem são para não tirar a graça do Renato) e a professora diz: “Que nojo!” e daí ela toma o próprio xixi, hehehe. Eu ri alto!

Mau:
Tá legal, definitivamente a Cássia é a expert em Community do Clube! 🙂
Adorei a associação com o Jeff! Realmente tem muito de Bender nele. Mas as motivações dele são bem diferentes, hehe.

Cássia:
Maurício, não sou a expert não. 😉 O Daniel sabe mil vezes mais, mas percebi essas analogias porque fiquei pensando no que vocês disseram sobre o Bender. Tinha de descobrir por que ele era o ponto-chave do filme, hehehe.

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